sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rififi

Quando em 1952 o diretor americano Jules Dassim (Nunca aos Domingos), resolveu fugir dos Estados Unidos devido às perseguições do macartismo e adotar Paris como seu novo lar, mal sabia que estava prestes a dirigir um dos maiores clássicos do estilo "noir" de todos os tempos: O clássico "Rififi" (1955). Baseado na obra homônima de Auguste Le Breton, o longa, um dos maiores orgulhos da sétima arte francesa, discorre - ancorado num roteiro sensacional - sobre a história do bandidão Tony (Jean Servais) que depois de passar cinco anos na prisão, volta à vida normal e descobre que sua mulher, Mado (Marie Sabouretm) o está traindo, e pior: vivendo com um dono de cabaret num prostíbulo.

Embalado pela linda música tema de Georges Auric que ressoa no cabaré "L'Âge d'Or", Tony, reune-se com seus antigos comparsas e, sem dinheiro, aceita a proposta para voltar ao crime e realizar um dos maiores assaltos da história de Paris: o roubo à joalheria Mappin&Webb Ltd, localizada próxima à Place de la Concorde. No período que segue entre a preparação do assalto e a sua execução, Dassim passeia, durante o dia, com sua câmera pelo centro e subúrbios de Paris dos anos 50, mostrando modas, paisagens menos conhecidas e menos famosas, além do povo francês. Sua câmera vai às ruas, vielas, becos, e em pequenos bares onde o preto e branco das imagens são filtrados através de sua lente e ficam para sempre na nossa memória.

O longa tem dois momentos antológicos: o treinamento detalhado da gangue para silenciar o sistema de alarme da joalheria e a premiada e antológica sequência do roubo que duram, exatos, trinta e dois minutos, em completo silêncio, sem diálogos, sem música e que entrou para a história do cinema. Destaque também para a sequência final, onde Stephanois volta ferido e correndo com seu carro pelas ruas de Paris, levando para casa o filho de seu melhor amigo. A cena é impressionante e com certeza um dos grandes momentos da história do cinema. Um filmaço !!... Nota 10

Rififi (Du Rififi Chez Les Hommes, França, 1955) Direção: Jules Dassin / Roteiro: Jules Dassin, René Wheeler, Auguste Le Breton baseado na novela "Du rififi chez les hommes" de Auguste Le Breton / Elenco: Jean Servais, Carl Möhner, Robert Manuel, Janine Darcey, Pierre Grasset / Sinopse: O criminoso Tony (Jean Servais) depois de passar cinco anos na prisão, volta à vida normal e descobre que sua mulher, Mado (Marie Sabouretm) o está traindo, e pior: vivendo com um dono de cabaret num prostíbulo. Junto a um grupo de comparsas passa então a se dedicar aos planos de um grande roubo em Paris.

Telmo Vilela Jr.

Nenhum comentário:

Postar um comentário