domingo, 13 de outubro de 2013

Os Cavaleiros da Távola Redonda

Ótima produção da  Metro-Goldwyn-Mayer que não poupou esforços em realizar um belo filme para contar a também bela lenda do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. O roteiro, muito bem escrito por sinal, mostra desde o surgimento de Arthur como aspirante ao trono até sua subida ao poder, suas lutas, guerras, glórias e queda do lendário monarca. O enredo começa logo após a saída do Império Romano da Bretanha. Seu vácuo de poder leva a ilha a uma encruzilhada de guerras sem fim. Vários senhores feudais brigando juntos pela posse do maior território possível. Para parar a anarquia reinante era necessária a centralização do poder na figura de um único soberano inglês. É justamente aí que entra a figura de Arthur (Mel Ferrer). O mago Merlin (Felix Aylmer) avisa aos nobres que a lenda afirma que apenas o futuro rei da Inglaterra poderia retirar a espada Excalibur do metal de uma bigorna. Após vários candidatos tentarem - e falharem - resta ao desacreditado Arthur (considerado um filho bastardo sem nobreza) retirar a mágica espada para se tornar o soberano absoluto de todos os senhores feudais britânicos. Isso daria origem ao seu famoso reinado, ao lado de seus cavaleiros como Lancelot (Robert Taylor) e Percival (Gabriel Woolf), o cavaleiro em busca do cálice sagrado. Além deles temos ainda todos os demais personagens cativantes que tanto conhecemos dessa mitologia.

"Os Cavaleiros da Távola Redonda" realmente é uma produção de encher os olhos. Figurino, cenários (a produção foi rodada na Inglaterra) e os diálogos são todos muito bem trabalhados, diria até refinados, dando aquele ar de produção classe A que só os antigos épicos possuíam. Claro que o argumento não tira maiores liberdades com a estória de Arthur, procurando de forma às vezes quase didática, seguir a versão oficial que chegou até nós através da música, dos poemas e das cantigas dos antigos menestréis e trovadores. No auge da popularidade do cinema em cores e da tecnologia do Technicolor, o que vemos é uma infinidade de figurinos coloridos, vibrantes, como convém ao vestuário típico da Idade Média daquele período. Em termos de elenco o destaque é a atriz Ava Gardner  como a rainha adúltera Guinevere. Ela está belíssima em cena. Nem um pouco deslocada com o material medieval, ela surge maravilhosa, mostrando aquela estampa de fina postura que só as antigas estrelas do cinema tinham. Aliás o texto fica bastante focado na complicada relação da rainha com o cavaleiro Lancelot (na pele de um afetado Robert Taylor). Arthur, o mago Merlin e os demais membros da Távola Redonda ficam assim até mesmo parecendo meros coadjuvantes diante da tensão sexual entre Gardner e Taylor. Afinal de contas a lenda do Rei Arthur não se resume apenas a um retrato de um rei mitológico mas também ao complicado caso de um amor impossível entre Lancelot e Guinevere. Pelo visto nem mesmo Camelot escapou da infidelidade conjugal. Assim deixo a dica desse ótimo épico medieval com ares de romance e duelos entre nobres cavaleiros. Sem dúvida um belo filme.

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Os Cavaleiros da Távola Redonda (Knights of the Round Table, EUA, 1953) Direção: Richard Thorpe / Roteiro: Talbot Jennings, Jan Lustig / Elenco: Robert Taylor, Ava Gardner, Mel Ferrer, Stanley Baker, Anne Crawford, Felix Aylmer, Gabriel Woolf / Sinopse: O filme narra as mitológicas aventuras do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7,8

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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