domingo, 16 de março de 2014

Sede de Viver

Título no Brasil: Sede de Viver
Título Original: Lust for Life
Ano de Produção: 1956
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Vincente Minnelli, George Cukor (não creditado)
Roteiro: Norman Corwin, baseado no livro de Irving Stone
Elenco: Kirk Douglas, Anthony Quinn, James Donald

Sinopse:
O filme mostra a vida de Vincent van Gogh (1853 - 1890). Filho de um austero pastor protestante ele sonha também seguir os passos do pai mas é rejeitado por sua congregação por não ter o talento da oratória e da pregação. Depois de se decepcionar com os líderes religiosos de sua denominação ele decide dar asas a um velho sonho de se tornar pintor. Trabalhando freneticamente almeja se tornar um sucesso no mundo das artes mas só consegue ser ignorado. Sua irmão Theo, um comerciante de quadros em Paris, até se esforça para vender suas pinturas mas o sucesso definitivamente não parece sorrir na vida de Van Gogh (Kirk Douglas). Filme indicado a seis Oscars e vencedor de um - Melhor ator coadjuvante para Anthony Quinn no papel do também pintor Paul Gauguin.  

Comentários:
Considerei um filme bem comovente. É bastante louvável que Hollywood tenha produzido algo assim, mostrando um dos maiores gênios da pintura de todos os tempos de uma forma respeitosa mas também realista. O Vincent van Gogh que surge na tela é um homem que não consegue acertar na vida. Tenta ser pastor protestante mas sua visão de mundo, de abraçar os mais pobres e humildes o faz fracassar dentro de sua missão luterana. Seus superiores evangélicos não querem esse tipo de atitude de abnegação. Depois sonha em se tornar um pintor, trabalha incansavelmente mas novamente não consegue grande êxito (comercial, é bom frisar). Seus quadros não vendem nada e ele acaba sendo sustentado pelo irmão, um grande sujeito. A falta de um caminho de sucesso acaba destruindo a alma do grande artista. Atacado por uma crise nervosa vai parar em um manicômio onde dá continuidade às suas crises existenciais. É um grande trabalho da carreira de Kirk Douglas que se entrega de corpo e alma ao papel. Poucas vezes vi o ator em uma interpretação tão intensa como essa. Kirk incorpora Van Gogh de uma forma sobrenatural. Podemos perceber facilmente seu apego ao papel.

O mesmo vale para Anthony Quinn que interpreta o pintor Paul Gauguin. Sua atuação inspirada lhe valeu o Oscar daquele ano. Sua amizade mercurial com Van Gogh arranca faíscas em cena. Outro ponto digno de elogios foi a preocupação dos produtores em mostrar os mais famosos quadros do pintor em momentos cruciais da trama, fundindo vida e arte de forma muito adequada e conveniente. Por uma ironia do destino Van Gogh morreu pobre e esquecido mas hoje em dia seus quadros estão entre os mais valiosos do mundo das artes. Um artista que mal conseguiu vender um quadro em vida hoje é considerado um gênio absoluto dos pincéis. Sua arte foi valorizada, tardiamente, temos que reconhecer, mas pelo menos seu talento foi devidamente reconhecido. Esse filme mostra sua história, tudo realizado com grande qualidade. É um grande clássico que também não pode faltar em sua coleção.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 8.2

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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