segunda-feira, 21 de abril de 2014

A Patrulha da Esperança

Título no Brasil: A Patrulha da Esperança
Título Original: Lost Command
Ano de Produção: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Mark Robson
Roteiro: Jean Lartéguy, Nelson Gidding
Elenco: Anthony Quinn, Alain Delon, George Segal

Sinopse:
O coronel Pierre Raspeguy (Anthony Quinn) e seus homens ficam cercados por um grande exército de libertação nacional em Dien Bien Phu na Indochina. Depois da derrota são feitos prisioneiros e depois libertados quando a França desiste de sua intervenção militar no país. De volta à Paris tudo o que o coronel deseja é retornar para o campo de batalha e ele consegue seu objetivo ao ser designado para comandar uma tropa de elite a ser enviada para a Argélia, colônia francesa que luta por sua independência.

Comentários:
Filme tecnicamente muito bem realizado, com ótimas sequências de batalha e conflitos mas novamente um pouco confuso sob o aspecto ideológico. Veja, os personagens principais são todos franceses, até aí tudo bem, o problema é que estão sempre envolvidos em algumas daquelas guerras de imperialismo onde a Metrópole está pronta para destruir e aniquilar quaisquer tentativas de liberdade de suas colônias! Como então torcer para esses soldados? O filme começa na Indochina, que naquele momento tentava se livrar do poderio e domínio do governo francês. Os soldados liderados por Anthony Quinn estão encurralados e prestes a serem destruídos quando decidem se render. Depois de algum tempo presos são finalmente libertados depois que a França se conscientiza que aquela guerra é uma perda inútil de homens, equipamentos e dinheiro. O curioso aqui é chamar a atenção para o fato de que após a retirada da França da Indochina essa passaria a se chamar Vietnã e depois da saída dos franceses os americanos entraram no país dando origem aquele desastre monumental que foi a Guerra do Vietnã. Depois que voltam para a França as tropas de Raspeguy (Anthony Quinn) são novamente enviadas para o front, só que dessa vez na Argélia, e lá começam a - vejam só - destruir, torturar e matar todos os argelinos que lutam pela independência de seu país!

Então trocando em miúdos todos os supostos "mocinhos" da fita são imperialistas franceses que vão de guerra em guerra para aniquilar os povos colonizados que lutam por sua liberdade! Muito complicado torcer para esse grupo de personagens. O Coronel interpretado por Anthony Quinn, por exemplo, é rude, violento e nem pensa duas vezes antes de passar por cima de qualquer direito fundamental dos argelinos. Esses são retratados de forma artificial como árabes terroristas. Os homens sob comando de Quinn cometem inclusive atrocidades contra populações civis e conta com o apoio de seu comandante. Enfim, sob o ponto de vista puramente histórico o filme é de fato um absurdo completo mas se o espectador conseguir colocar tudo isso de lado ainda terá pelo menos um filme de guerra bastante eficiente, com ótimas tomadas de combate como atrativo, em especial a cena final onde rebeldes argelinos e tropas francesas se enfrentam numa montanha com ruínas da época do império romano ao fundo. Assim tente assistir, ignorando o máximo que puder, os desvios éticos e políticos da produção. Quem sabe dessa forma você venha a se divertir mais, sem maiores culpas. 

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.3

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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