sábado, 7 de junho de 2014

Matar para Viver

Título no Brasil: Matar para Viver
Título Original: The River's Edge
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Allan Dwan
Roteiro: Harold Jacob Smith, James Leicester
Elenco: Ray Milland, Anthony Quinn, Debra Paget

Sinopse:
Nardo Denning (Ray Milland) é um criminoso, acusado de roubo e assassinato, que resolve fugir desesperadamente em direção ao México e no caminho faz de refém Ben Cameron (Anthony Quinn), um pobre rancheiro e sua esposa Margaret (Debra Paget). A intenção é que eles o guiem através do deserto para que o fugitivo alcance o mais rápido possível a fronteira, pois se conseguir deixar os Estados Unidos em direção a alguma cidade mexicana estará finalmente livre das garras da lei de seu país.

Comentários:
O cineasta Allan Dwan conseguia realizar bons filmes mesmo quando lidava com material de qualidade inferior. Um exemplo é esse muito interessante "The River's Edge". O que era para ser apenas um thriller B de suspense e tensão acabou virando um belo estudo psicológico dos três principais personagens. Isso fica bem nítido em Margaret (Debra Paget), que durante o período em que fica refém começa a oscilar entre o seu próprio sequestrador e seu marido, um homem trabalhador mas pobre e sem grandes perspectivas em seu futuro. Ben (Milland), o criminoso, acaba exercendo sobre ela uma indisfarçável fascinação pois é um sujeito durão que não está disposto a aceitar o destino que parece lhe ter sido reservado. Mesmo sendo um assassino ele acaba despertando algo em Margaret, simplesmente por causa de sua personalidade forte. Sob esse ponto de vista Ray Milland está realmente ótimo em cena, valorizado ainda mais pelas cenas mais viscerais da produção, como a intensa luta corporal final contra Anthony Quinn, esse sim um ator que ficou mais conhecido por causa de suas atuações mais físicas e passionais. Milland, que sempre foi considerado um ator mais refinado, se despe de maiores vaidades para dar mais realidade ao seu papel. Uma ótima caracterização, sem dúvida. Um belo filme, que ultimamente tem sido redescoberto por cinéfilos americanos por causa de sua ótima proposta de desenvolver melhor psicologicamente todos os personagens do roteiro. Acima da média do que era produzido na época nesse nicho cinematográfico.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.2

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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