segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

As vidas de Marilyn Monroe - Parte 4

Marilyn nunca foi uma garota convencional. Mesmo quando jovem, ela não se furtava em experimentar uma nova aventura amorosa, mesmo se estivesse tendo um caso sério com alguém. Na realidade olhando para sua biografia de relacionamentos podemos definir a atriz como uma mulher de espírito livre, que nunca dizia "não" se estivesse interessada romanticamente por alguém. Durante sua trajetória Marilyn namorou e teve casos com inúmeros homens que de uma forma ou outra refletiam suas ambições pessoas em determinadas fases de sua vida. Assim Marilyn acabou tendo casos com homens mais velhos, pessoas influentes e poderosas na indústria cinematográfica já que nessa época ela almejava ter bons papéis em filmes importantes. Jamais negou que fez o "teste do sofá" com executivos de cinema, algo que lhe trazia bons filmes, mas também confusões. Embora tivesses casos com esse tipo de gente isso não impedia Marilyn de também sair ao mesmo tempo com homens mais jovens que não tinham nada a lhe oferecer em termos profissionais. Marilyn usava os velhotes ricaços donos de estúdios para subir na vida, mas se apaixonava mesmo pelos bonitões, muitas vezes tão pobres como ela. Certa vez Marilyn Monroe marcou um encontro com o chefão da Columbia Pictures, Harry Cohn, em um hotel de Los Angeles. Como era muito desorganizada acabou marcando para o mesmo dia e na mesma hora um outro encontro com um fotógrafo desempregado que ela havia conhecido há poucas semanas. De repente Marilyn se viu na embaraçosa situação de ter dois homens em sua porta, ambos com flores, um olhando para o outro, sem entender o que estava acontecendo. Cohn ficou tão furioso que acabou demitindo a atriz da Columbia depois daquela tarde confusa!

Os maridos de Marilyn também sofreram nas mãos da atriz. Enquanto estava casada com Joe DiMaggio ela se apaixonou por um jovem italiano que era conhecido da família de DiMaggio. Joe queria que Marilyn se comportasse como as matronas italianas, que passasse sua roupa enquanto assistia filmes de faroeste na TV, tomando cerveja com seus amigos barrigudos. Claro que isso jamais daria certo. Logo cedo Marilyn entendeu que aquela vida de casada não era para ela. Marilyn queria conquistar o mundo, não ficar lavando roupas para Joe DiMaggio. Sufocada pelo tédio de seu relacionamento italiano tradicional ao velho estilo ela logo arranjou um amante mais jovem na vizinhança. Era algo proibido, sedutor e travesso, tudo que Marilyn tanto amava! E engana-se quem pensa que esse era o único amante de Marilyn na época. Ela também deu suas saídas em Hollywood, inclusive com outro mito do cinema, Marlon Brando. Marilyn adorava a fama de rebelde do ator e quando surgiu a primeira oportunidade saiu com ele para uma noite de loucuras ao seu lado em um hotel da Sunset Strip. Brando achava Joe DiMaggio um idiota cheio de si, um estúpido, e por isso decidiu que iria seduzir Marilyn. Em sua autobiografia ele diz que não precisou fazer muito esforço para isso. Apenas ligou para Marilyn e marcou um encontro furtivo. Foi uma paixão fugaz em sua vida, mas muito gratificante.

Marilyn era tão fora dos padrões que ela chegou a fugir com um namoradinho para o México, onde numa noite de loucuras e bebedeiras acabou se casando com ele em uma capelinha local! Uma loucura completa que quase enlouqueceu os agentes e executivos da Fox, que imediatamente a forçaram voltar àquele país para pedir anulação do enlace por estar "bêbada demais" para entender que estava se casando. Alguns desses relacionamentos rápidos de Marilyn podiam ser bem destrutivos também. Seu caso amoroso com o cantor Frank Sinatra foi complicado. Sinatra logo percebeu que Marilyn tinha muitos problemas com drogas e comprimidos. Ela estava sempre carregando uma bolsa cheia deles para onde ia. Quando Monroe misturava as drogas que tomava com bebidas ela ficava fora de si. Se já era louquinha sóbria, imagine alcoolizada! Talvez por isso tenha surgido um boato (até hoje não se sabe se foi verdade) de que Marilyn, completamente embriagada, teria sido abusada por Sinatra e seu grupo de amigos em uma noite de orgias em Las Vegas. Ela teria sido usada por todos aqueles caras porcalhões em uma suíte privativa de Frank Sinatra. Se era mentira ou não, o fato foi que Joe DiMaggio ficou sabendo da fofoca e imediatamente baniu Sinatra de seu círculo de amigos (ambos eram muito próximos, mas depois disso DiMaggio se recusou a falar com Sinatra novamente e o impediu de ir até no enterro de Marilyn).

Arthur Miller, o famoso dramaturgo que se tornou o último marido de Marilyn, também logo descobriu esse lado pouco fiel de sua esposa. No começo de seu namoro Marilyn ficou perdidamente apaixonada por Miller, mas depois que se casou foi perdendo o interesse. Começou a considerar o marido intelectual um "chato" que ficava o tempo todo em casa escrevendo suas peças de teatro e seus romances. Essa vida era uma chatice sem tamanho para ela e quando isso acontecia Marilyn aprontava. Arranjou não apenas um amante, mas dois. Eles eram famosos, figurões da política. Eram irmãos! Como se isso fosse pouco um era o presidente dos Estados Unidos, JFK. O outro era seu irmão, o procurador geral Robert Kennedy! Segundo alguns autores Marilyn pagaria muito caro por essa última aventura de sua vida, mas essa é realmente uma outra história.

Pablo Aluísio.

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  1. As Vidas de Marilyn Monroe - Parte 4
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