sábado, 5 de setembro de 2015

Galeria de Imagens: The Beatles


Beatles Fashion
Os Beatles posam para a foto mostrando toda a sua elegância. O grupo que no começo da carreira usava roupas de couro, tais como as que Marlon Brando desfilou no filme "O Selvagem", teve seu visual mudado pelo empresário Brian Epstein. Saíram os blusões e entraram finos ternos ingleses. Para Brian o visual era tão importante quanto a música e o grupo deveria se apresentar com a mesma finesse dos bons rapazes britânicos, como se toda mãe da Inglaterra tivesse orgulho de tê-los como genros! A nova sofisticação no figurino pegou muito bem e em pouco tempo os Beatles estavam em todas as capas de revistas do Reino Unido.



Beatles e Dylan
Na foto John e Paul trocam figurinhas enquanto compõem mais uma canção. Para John os discos de Bob Dylan foram uma grande influência na composição das letras dos Beatles, uma vez que Lennon descobriu que poderia haver mais alternativas do que a velha fórmula "garoto-ama-garota" que eles vinham usando até então. Usando uma linguagem rebuscada os Beatles começaram a criar letras com intenso jogo de palavras, muitas delas sem sentido algum, apenas valendo a sonoridade que poderiam trazer para as melodias. Já sobre a própria pessoa de Dylan, John foi mais ácido ao dizer: "Não havia como ficar muito tempo ao seu lado, ele era muito paranóico".


Pete Best e os Beatles
Uma das primeiras formações dos Beatles: John Lennon, George Harrison, Paul McCartney e Pete Best. O baterista foi considerado tecnicamente fraco pelo primeiro produtor dos Beatles, George Martin. Ele então sugeriu que ele fosse substituído por outro durante as gravações dos discos, sendo utilizado apenas nos shows ao vivo. Os três Beatles então se reuniram e decidiram tirar Best da banda. Quem ficou responsável pela demissão foi John Lennon. Anos depois ele relembrou: "Sempre que havia um serviço sujo a fazer eu era o designado para isso!". Depois de uma conversa tensa Pete Best finalmente foi afastado, entrando em seu lugar Ringo Starr, velho conhecido dos tempos em Hamburgo. 


Stu, o Quinto Beatle
O grande amigo de John Lennon no começo dos Beatles não foi Paul McCartney e nem George Harrison, mas sim Stu Sutcliffe. Ambos se conheceram bem jovens e foram amigos no instituto de arte de Liverpool onde eles estudavam. O sonho de Stu sempre foi o de ser um pintor, mas John o convenceu a entrar nos Beatles como baixista do grupo. Detalhe: ele não sabia tocar e nem levava jeito para a coisa, por isso na maioria das vezes se apresentava de costas para o público. Como a música não lhe fazia muito a cabeça Stu logo deixou os Beatles e foi viver ao lado da namorada amada Astrid Kirchherr na Alemanha. Infelizmente ele morreu muito cedo, vítima de um tumor cerebral e por essa razão não teve a oportunidade de ver o imenso sucesso que os Beatles iriam alcançar nos anos seguintes.


Beatles em Hamburgo
Na foto George, Stu e John posam para uma foto tirada por Astrid, a namorada de Stutcliff na Alemanha. Os Beatles iam para a Alemanha em busca de trabalho e experiência. Eles tocaram em boates de strip tease e pequenos bares localizados no bairro boêmio da cidade. O som do grupo em pouco lembrava os primeiros discos da banda pois tudo ainda era bem cru. Ringo, que cruzou com os Beatles na Alemanha (embora ainda não fizesse parte do conjunto) resumiu tudo ao afirmar que na época o som dos rapazes mais parecia com a de uma banda punk dos anos setenta do que qualquer outra coisa. O visual também era bem diferente, com os membros vestidos de roupas de couro tal como os roqueiros americanos da época.


The Beatles - A Hard Day's Night
Na foto os Beatles correm em cena do filme "A Hard Day's Night" (Os Reis do Ié-Ié-Ié, no Brasil). Dirigido pelo cineasta Richard Lester, com roteiro de Alun Owen, o filme tinha a proposta de mostrar o que seria um dia na vida dos Beatles. Esses por sua vez aparecem em cena intepretando a si mesmos, naquele que foi considerado o melhor momento dos Beatles no cinema. Para John Lennon foi uma oportunidade e tanto de desfilar sua personalidade mais ácida. Suas observações irônicas acabaram inspirando várias cenas. Fora das telas John continuava com seu jeito de não poupar nada, nem ninguém. Perguntado por uma jornalista sobre seu desempenho no filme, John respondeu: "Não somos atores, então não se pode se esperar grande coisa!". Para surpresa de todos porém o filme foi bem recebido por público e crítica, arrancando duas indicações ao Oscar, de melhor roteiro original e melhor música (George Martin).


John e Cynthia Lennon
John e Cynthia fogem da imprensa durante uma viagem a Londres. Eles se casaram porque ela ficou grávida, ainda na época dos Beatles. Brian Epstein, o empresário da banda, chegou na conclusão que não seria um bom negócio ter o casamento divulgado para a imprensa, uma vez que toda fã dos Beatles sonhava em se casar com um deles. Ter um Beatle casado era assim algo ruim para a imagem do grupo, por isso Cynthia ficou escondida por anos das fãs do conjunto. Apenas dois anos depois, por volta de 1964, é que a imprensa americana finalmente descobriu que John era casado há anos com ela.

John e os Deficientes - Nessa semana que passou John Lennon voltou a ser notícia em vários órgãos de imprensa mundo afora. Pena que não por um aspecto positivo. Uma instituição de proteção a pessoas deficientes condenou um vídeo onde John parecia imitar uma pessoa com deficiência mental. É obviamente uma brincadeira, mas que pegou muito mal. Eu nunca tinha visto esse show e nem essa suposta brincadeira de Lennon e confesso que não estou aqui para defende-lo, mas sim colocar um pouco de bom senso em toda essa história.

Juro que não consegui ver uma maldade nos gestos de John. Ele está no palco e imita gestos de uma pessoa com problemas mentais. Acho que foi mais uma molecagem sem noção do que qualquer outra coisa. Não penso que John tenha tido qualquer intenção de ofender ou humilhar as pessoas com deficiência. O que vi ali foi mais um homem com mentalidade de garoto, tentando fazer as fãs rirem de seus gestos. Não vejo, repito, maldade nenhuma no que John fez. Claro que muitos não vão concordar com minha forma de entender a questão, mas sinceramente acredito que houve um certo exagero por parte desses grupos que fizeram um verdadeiro escarcéu com tudo. Tudo bem, não devemos fazer dos problemas mentais das pessoas uma piada, nisso concordo, porém temos também que entender que aquele show foi há mais de cinquenta anos e naquele tempo não havia ainda esse tipo de consciência mais apurada. Condenar John Lennon como um vilão por algo como aquilo me soa muito desproporcional.



O Baixo Canhoto de Paul McCartney
O primeiro instrumento musical da vida de Paul McCartney foi um piston dado por seu pai. Paul porém logo chegou na conclusão que até aprender a tocar ele iria sofrer um bocado pois teria que passar por um período de endurecimento dos lábios. Além disso a moda entre os jovens era o violão e depois a guitarra. O rock americano estava nascendo e por essa razão o legal mesmo era ser guitarrista. Paul não teve muitas dificuldades em aprender a tocar seu novo instrumento e com uma perseverança fora do normal se tornou um ótimo instrumentista. Nunca foi dos planos de Paul em se tornar o baixista dos Beatles. No começo ele era ao lado de John e George um dos guitarristas da banda. O problema é que Stuart Stutcliff, o baixista, simplesmente não sabia tocar direito. Assim quando ele foi embora sobrou para Paul tocar seu baixo Hoffner. E assim nasceu o mais famoso baixista de todos os tempos.


John Lennon 1965
Foto tirada durante as filmagens de "Help" nos alpes. Como relembraria anos depois essa foi uma fase complicada na vida de John. Ele se sentia perdido, sem saber que rumo tomaria. Os Beatles, como grupo e como ideia, já não o atraía mais como antes. Também havia o problema das drogas. Em entrevista a uma revista americana durante os anos 70, John disse que os Beatles estavam usando muita droga nessa fase. "Mal tínhamos acordado e já estávamos fumando maconha. Na verdade o café da manhã dos Beatles era maconha". Depois as coisas só pioraram pois o grupo começou a usar cocaína. Para Lennon todos estavam fora do controle, mas ele era o que mais parecia perdido. Engordando muito, usando muitas drogas, John confessou que a letra de "Help!" era bem coerente com o que ele estava passando na época. John estava literalmente pedindo socorro!

"Please Please Me" foi o primeiro álbum a ser lançado pelos Beatles na Inglaterra. É um disco bem cru na própria avaliação de John Lennon. Pensando bem ele tinha razão. Veja, os Beatles praticamente o gravaram como se estivessem em uma apresentação ao vivo. Naquele tempo em que a tecnologia era ainda muito rudimentar o trabalho em estúdio consistia nisso mesmo - os músicos entravam na sala de gravação, o engenheiro de som ou o próprio produtor (no caso aqui George Martin) ligava o aparelho de gravação e os próprios membros da banda procuravam dar o melhor de si. Vários takes eram gravados e depois se escolhia o melhor, o que apresentava os menores erros. Algumas vezes takes diferentes eram unidos, dando a impressão ao ouvinte que estava ouvindo uma canção tal como gravada dentro da sessão de gravação. Nada mais sofisticado havia, tudo era feito de certa maneira no peito e na raça.

Durante a década de 1970, durante uma entrevista, John comentou que havia ouvido depois de muitos anos o primeiro disco dos Beatles. A opinião dele era a de que no geral se tratava de um bom LP, mas que poderia ser muito melhor caso os Beatles tivessem mais idade e experiência na época. Algo natural, vamos convir. As únicas experiência do grupo com um estúdio de gravação havia acontecido quando eles se tornaram a banda de apoio do cantor Tony Sheridan na Alemanha e depois de volta na Inglaterra quando tentaram a aprovação na Decca (sem sucesso). Então era realmente um grupo de jovens tentando acertar, dar o melhor de si. Paul e John trabalharam muito e ensaiaram bastante antes de irem até os estúdios da EMI em Abbey Road. A responsabilidade estavam em suas costas. George Harrison era muito jovem ainda e Pete Best e depois Ringo eram apenas os bateristas.

Graças aos deuses da música tudo acabou dando certo. Ouvir "Please Please Me" depois de tantos anos prova que eles estavam afiados (e também afinados). Não há maiores erros na execução das canções. Paul está particularmente brilhante nos vocais. John colocou o coração na frente do microfone e quando precisou ter garra conseguiu atingir seus objetivos - basta ouvir "Twist and Shout" para perceber isso. Mesmo sem voz, já no fim da sessão, John procurou cantar bem, com a empolgação que a música exigia. Muita gente pensa que assim que o álbum chegou nas lojas os Beatles se tornaram fenômenos da noite para o dia. Não foi bem assim. Eles tiveram que ralar muito, o empresário Brian Epstein teve que trabalhar bastante na divulgação. Os Beatles eram tão desconhecidos quando o disco chegou nas lojas que o álbum era promovido como o LP daquele grupo que tocava "Love Me Do", que por sua vez também era um sucesso modesto, nada explosivo. Se aquele ditado que diz "Toda longa jornada começa com um pequeno passo" é verdade, podemos dizer então que "Please Please Me" foi certamente o primeiro passo dos Beatles rumo ao sucesso.

Pablo Aluísio.

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