sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Charles Chaplin


Charles Chaplin - Luzes da Cidade (1931)
Diversas cenas com Charles Chaplin, Virginia Cherrill e Harry Myers no clássico imortal Luzes da Cidade (City Lights, EUA, 1931). Esse é um dos filmes mais celebrados com o personagem Carlitos, onde Chaplin usa de forma maravilhosa a ternura e a sensibilidade do amor de um vagabundo por uma bela vendedora de flores cega. O filme era o preferido do grande cineasta Orson Welles que afirmava que nenhum outro diretor conseguiria captar tanta sensibilidade emocional como fez Chaplin nessa película. Uma verdadeira obra prima da sétima arte.


Charles Chaplin - O Grande Ditador
Quando Chaplin resolveu filmar seu roteiro de "O Grande Ditador" muitos em Hollywood não apoiaram a ideia. O argumento era uma provocação direta contra o ditador alemão Adolf Hitler. Naquela ocasião os Estados Unidos ainda não tinham entrado na guerra e muitos setores defendiam que os americanos não deveriam entrar em outra guerra na Europa. Por isso muitos achavam equivocado o tema de seu novo filme. Chaplin porém estava firme em suas convicções, fortalecidas ainda mais pelo que lia e se informava, principalmente na questão da perseguição dos judeus em todos os países dominados pelo Terceiro Reich. Curiosamente apesar de saber de muitos absurdos que estavam acontecendo no continente europeu, Chaplin não tinha conhecimento ainda do que acontecia nos campos de concentração, no que anos depois ficou conhecido como o holocausto nazista. Sobre isso Chaplin confessou anos depois: "Se eu soubesse exatamente o que estava acontecendo na Alemanha, no horror do holocausto, provavelmente não teria feito o filme".


Chaplin e a Guerra
Na foto Charles Chaplin sorri, após falar com alguns jornalistas em Londres. O ator e diretor não ficou omisso durante a Segunda Guerra Mundial e defendeu com entusiasmo a chamada abertura de uma segunda frente na Europa para ajudar a União Soviética a enfrentar o nazismo. Sua sugestão porém não foi tão bem aceita e vários jornalistas começaram a atacar Chaplin, o acusando de ser na verdade um comunista. Acusado de não ser americano e não ter um sentimento patriótico com o país que o acolheu por tantos anos, Chaplin ficou visivelmente entristecido com a verdadeira guerra que lhe era feita pelos jornais. Charles Chaplin, um artista que sempre teve uma visão muito social do mundo, negou as acusações e disse uma de suas frases mais famosas: "Eu sou um cidadão do Mundo".

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