domingo, 13 de março de 2016

Cinema Clássico - 10 Curiosidades sobre "As Aventuras de Robin Hood"

1. "As Aventuras de Robin Hood" foi o filme de maior sucesso de bilheteria da carreira do ator Errol Flynn que inicialmente nem queria estrelar a produção. Depois de muita insistência acabou sendo convencido pelo produtor Hall B. Wallis.

2. Para que as locações ficassem mais parecidas com a Inglaterra e sua floresta de Sherwood a Warner resolveu importar árvores inglesas para serem plantadas na Califórnia. As filmagens foram realizadas em um parque localizado na cidade de Chico, CA. O resultado, como se pode ver na tela, ficou realmente muito bom.

3. A Warner inicialmente queria que o filme fosse estrelado pelo ator James Cagney, mas Michael Curtiz, o diretor, não gostou da ideia. Cagney havia se tornado famoso interpretando gangsters nas telas e Curtiz queria trazer uma imagem mais simpática de Robin Hood. Além disso Curtiz achava que Cagney havia passado da idade certa para interpretar Robin Hood de forma adequada.

4. A produção contou com onze câmeras especiais de tecnologia Technicolor. A Warner queria transformar os filmes em cores como a nova sensação do cinema americano, que ainda considerava a novidade apenas uma moda passageira. Não era e em pouco tempo os filmes coloridos se tornaram padrão dentro da indústria.

5. O filme tinha o custo inicial de 1 milhão e oitocentos mil dólares, mas rapidamente o orçamento estourou fazendo com que os custos iniciais saldassem rapidamente para mais de dois milhões de dólares, se tornando assim o filme mais caro da história da Warner Bros até aquele momento.

6.  Essa foi a terceira parceria de oito no total entre Errol Flynn e Olivia de Havilland. A Warner considerava que o casal era um dos grandes chamarizes de bilheteria do estúdio, mas Flynn tinha uma outra visão. Em sua forma de ver a situação qualquer outra atriz daria certo ao seu lado pois seu público queria ver mesmo ação e aventura em cena, sendo o lado romântico de seus filmes algo bem secundário. Essa opinião acabou obviamente irritando Olivia de Havilland.

7. Olivia de Havilland não iria realizar o filme pois já estava comprometida com outra fita que seria rodada em menos de dois meses. A atriz que iria estrelar Mariah porém ficou grávida, o que fez com que a Warner a colocasse no filme às pressas para substitui-la.

8. Durante as filmagens as relações entre Errol Flynn e Michael Curtiz começaram a ficar bem tensas, tudo por causa do relacionamento do galã Flynn com a atriz francesa Lili Damita, ex-esposa de Curtiz. Um ano depois de começar a namorar com ela, Flynn resolveu se casar também com a atriz, causando ainda mais desconforto em Curtiz.

9. Houve uma certa discussão entre os roteiristas e a Warner sobre a forma como Robin Hood deveria ser apresentado no filme. Ele deveria surgir como um alegre e fanfarrão ladrão da floresta ou como um homem violento e perigoso que era capaz de matar pessoas?  No final a solução veio pelo meio termo, onde a personalidade esfuziante de Robin foi preservada, ao mesmo tempo em que ele também se revelava como uma ameaça séria para os homens do xerife. No filme Robin Hood acaba matando 16 inimigos em cena - um número que foi considerado alto demais por Hall B. Wallis, mas que acabou sendo mantido na versão final.

10. O grande diretor, ator e roteirista Orson Welles se ofereceu para interpretar o Frei Tuck, mas Michael Curtiz não o escalou para o elenco, algo que depois iria se arrepender como certa vez revelou em uma entrevista sobre o filme. Teria sido uma aquisição maravilhosa para o filme como um todo. Infelizmente, por motivos que nem Curtiz soube como explicar direito, ele disse não!

Pablo Aluísio.

3 comentários:

  1. Cinema Clássico - Pablo Aluísio
    Cinema Clássico - 10 Curiosidades sobre "As Aventuras de Robin Hood"
    Todos os Direitos Reservados.

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  2. O personagem Robin Hood, até por ser fictício, e bem inverossímil uma vez que naquela época um palhaço daqueles seria rapidamente preso e esquartejado sem piedade. Então vendo por esse prisma o jeito de fábula que tem esse filme do Errol Flynn faz todo o sentido, desde a roupa absolutamente viadinha, até a aparência perfeita do ator, coisa impossível numa Inglaterra de gente feia de e dentes podres, mesmo na nobreza. Esse filme sabe não se levar a sério, pois senão teríamos que considerar o que escrevi e os mínimos resquícios de verossimilhança se esvairiam.
    É parecido com o Batman, que é muito mais legal na serie absurda da TV do que nestes dramas de filho órfão que se torna um herói absurdo (afinal quantos playboys bilionários vão atrás de bandidos, mesmo que tenham matado seus pais? Neste mundo nenhum.) porém, querendo se levar, e ser levado, a sério.

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  3. Adorei seu comentário Serge. Você matou a questão. Esse Robin Hood de Michael Curtiz e Errol Flynn é na verdade uma aventura infanto juvenil sem qualquer ligação com a verdade histórica. E ele é bem pop art também, como o Batman de Adam West. São produtos pops bem acabados e divertidos que jamais, como você bem frisou, podem ser levados à sério.

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