quinta-feira, 21 de julho de 2016

As Vidas de Marilyn Monroe - Parte 6

Marilyn Monroe teve muitos relacionamentos amorosos em sua vida. Vários deles foram intensos, frutos de grandes paixões, mas ao mesmo tempo eram fugazes demais. A personalidade de Marilyn parecia ter essa característica: ela se apaixonava perdidamente, em paixões fulminantes, porém assim que começava a se relacionar com seu novo companheiro ia perdendo gradualmente o interesse por ele. Marilyn tinha tendência a desenvolver paixões platônicas e como todos sabemos essas sempre se transformavam em fumaça quando eram realizadas no mundo real. Essa forma de viver acompanhou Marilyn por toda a sua vida e não era restrita aos seus namorados, mas também aos seus maridos.

Uma das grandes paixões platônicas de Marilyn Monroe se deu com o escritor Arthur Miller. Em uma época em que Marilyn lutava desesperadamente para adquirir cultura, lendo livros e estudando, Miller representava um ideal de homem culto e respeitado que ela almejava conquistar. Naquela altura de sua vida Marilyn já tinha se cansado dos galãs apaixonados por si mesmos que lotavam os estúdios de Hollywood. Beleza física já não era tão importante para ela. Assim Monroe mudou seus paradigmas e começou a se interessar por homens intelectuais, que pudessem trazer algo de novo para sua vida. Um deles foi seu próprio professor de música na Fox. Um sujeito elegante, com educação primorosa e cultura erudita. Marilyn ficou loucamente apaixonada por ele, mas não foi correspondida. Ele já era casado naquela altura e não queria jogar tudo fora em prol de uma aventura ao lado da atriz.

Isso devastou Marilyn e ela cultivou uma paixão platônica em relação a ele que durou anos e anos. Pela primeira vez em sua vida Marilyn começou a correr atrás de um homem, que ela considerava perfeito, ao invés de ser cortejada e seduzida. O fato de Marilyn ter que ir atrás dele, de sua paixão, ao invés de ficar esperando o tal sujeito se jogar aos seu pés, fez com que ela ficasse ainda mais apaixonada - loucamente apaixonada. Mesmo com todos os esforços realmente não deu em nada e Marilyn experimentou uma das grandes desilusões amorosas de sua vida.

Já com Arthur Miller as coisas foram diferentes. O escritor acabou se apaixonando por Marilyn, colocando fim em seu casamento, jogando seu juízo pela janela. O caso entre Monroe e Miller porém não acabou bem. Ela inicialmente parecia muito apaixonada por ele, a ponto de colocar um retrato do escritor ao lado de sua cama. Ela amava a cultura do marido e seu estilo intelectual, mas não demorou muito para tudo ruir. Miller, compreensivelmente, tinha hábitos moderados, típicos de um escritor. Isso significava que passava horas em seu escritório, escrevendo seus romances e peças em sua velha máquina de escrever. Assim Marilyn começou a se sentir sozinha. Pior do que isso, começou a achar o marido um chato. Em pouco tempo ela começou a desenvolver uma antipatia nada saudável por ele. O divórcio não demorou e ganhou tintas públicas quando ela começou a tomar atitudes humilhantes para com ele, inclusive nos sets de filmagens. O sonho, a paixão, estava novamente morta na vida de Marilyn Monroe.

Pablo Aluísio.

4 comentários:

  1. Cinema Clássico - Marilyn Monroe
    As Vidas de Marilyn Monroe - Parte 6
    Todos os direitos reservados.

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  2. Parece que o homem de verdade na vida da Marilyn no sentido mais definitivo do termo, tanto como figura máscula, amigo mesmo depois da indefectível separação e até após a morte, foi Joe DiMaggio. Apesar de ser um esportista, ou seja, um homem bruto, tinha uma grande lealdade e carinho para com ela, além de ser um braço forte e não só na personalidade, mas também literalmente, e isso foi tão evidenciado pela atitudes dele em defesa incondicional dela que ele parecia um personagem de filme, um Rhett Butler da vida real.
    Pobre Marilyn, tão bela e tão insatisfeita com tudo que a vida lhe proporcionou.

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  3. Coisas que o Joe fez que merecem consideração:
    a) Nunca escreveu um livro revelando a intimidade com Marilyn
    b) Pagou com o próprio dinheiro o funeral de Marilyn e afastou os Kennedy e Frank Sinatra da cerimônia.
    c) Mandou colocar diariamente, até a sua própria morte, um buquê de flores em sua lápide
    d) Nunca abandonou Marilyn em vida, nem quando ela o humilhou e esnobou.

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