quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O Mocinho Encrenqueiro

Título no Brasil: O Mocinho Encrenqueiro
Título Original: The Errand Boy
Ano de Produção: 1961
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Jerry Lewis
Roteiro: Jerry Lewis, Bill Richmond
Elenco: Jerry Lewis, Brian Donlevy, Howard McNear, Kathleen Freeman, Renée Taylor, Fritz Feld
  
Sinopse:
O estúdio Paramutual Pictures a cada dia perde mais dinheiro. Para o presidente da companhia o problema é que os gastos estão fora de controle. Apenas uma pessoa comum, que trabalhe em todas os setores do estúdio, conseguirá descobrir onde está exatamente o problema. Assim eles escolhem o office boy Morty S. Tashman (Lewis) para espionar os empregados, embora nem ele saiba o que está fazendo. Começa assim uma série de situações engraçadas envolvendo Morty em todos os lugares do estúdio.

Comentários:
Aqui Jerry Lewis usa um estúdio de cinema (a própria Paramount Pictures onde o filme foi produzido) como cenário para explorar uma série de gags visuais cômicas. O resultado é divertido, embora a produção apresente alguns problemas. O primeiro deles, e o mais sentido, é a falta de Dean Martin no elenco. Por essa época a bem sucedida parceria entre eles já havia sido rompida. Atuando solo, as situações já não são tão engraçadas como no passado. Além disso o sempre presente risco da saturação surge em determinados momentos - afinal de contas na maioria das cenas temos apenas Jerry Lewis e suas palhaçadas em cena. Provavelmente por essa razão também Lewis (que também assina a produção e o roteiro) tenha optado por realizar um filme rápido, ágil, com pouco mais de 80 minutos. Há realmente momentos bem bolados, como a cena em que Lewis fica preso em um elevador com uma multidão ou então quando, usando a trilha sonora musical, faz um "discurso" inflamado contra seus subordinados inexistentes, tal como se fosse o todo poderoso dono do estúdio. No geral a impressão que o filme me passa é que tudo se trata de uma grande homenagem, bem sincera aliás, de Jerry Lewis ao mundo do cinema. Explorando os bastidores, ridicularizando alguns de seus dogmas, ele conseguiu realmente realizar um filme bem divertido, excelente entretenimento, mas longe de ser uma obra memorável de sua filmografia.

Pablo Aluísio.

3 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.5

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Pablo, como se diz "a idade é uma fabrica de monstros" mas além disso, a idade é um clareador de mentes.
    Como você deve saber, na década de "70 da mesma forma que havia na Sessão da Tarde, o Festival Elvis Presley, com uma semana de filmes com o Rei, havia, também, o Festival Jerry Lewis com um semana de filmes com ele. Bom, eu adorava os dois festivais e nunca os perdi e eu com um amigo a até repetíamos na escola algumas gags do Lewis de tanto que gostávamos. Bom, o Lewis seria promovido a gênio do humor (e o Martin a bobalhão sanguessuga), inspiração do Jim Carrey, etc. e eu entrei na onda a também o achava "o cara".
    Recentemente o vi em um destes filmes que eu adorava e por acaso era um sem o Dean Martin, a melhor escada de humor do mundo. Cara: que tristeza, que cara chato esse Lewis. Repetitivo, estridente, retardado, e o pior, com aquela prepotência como se dissesse "eu me faço de débil mental mas sou mais inteligente que todos você juntos. Ah,me lembrei: o filme era o Bagunceiro Arrumadinho. Não é atoa que esse sujeito sumiu, tentou o drama com certo êxito, mas não foi em frente, engordou até virar um Leão Marinho e continua vegetando. Outro dia eu o vi numa participação pernóstica num filme, acredite, do brasileiro Leandro Hasssum, Até que a Sorte nos Separe 2, tratando os atores brasileiro com se fossem aberrações superexóticas. É o tal negocio de chegar ao fundo do posso e continuar cavando.
    Mais um ex-ídolo para a minha lista iconoclasta.

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  3. O Jerry Lewis artista era bem talentoso. Já o homem tinha seus problemas. De fato ele sempre foi egocêntrico, principalmente quando se estabeleceu dentro do cinema (originalmente ele era um comediante de boates de NY). Quem falou muito mal dele foi seu filho, em um livro, onde despedaça o pai. O chama de insensível e até de possuir uma personalidade psicopata. Esses comediantes, como regra, possuem personalidade pessoais bem confusas, algumas até sinistras.

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