segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Tobruk

Título no Brasil: Tobruk
Título Original: Tobruk
Ano de Produção: 1967
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Arthur Hiller
Roteiro: Leo Gordon
Elenco: Rock Hudson, George Peppard, Nigel Green, Guy Stockwell, Jack Watson, Norman Rossington
  
Sinopse:
O enredo do filme se passa durante a Segunda Guerra Mundial. Após ser libertado das mãos dos inimigos, o major canadense Donald Craig (Rock Hudson) é levado para o norte da África. Ele deverá participar de uma missão extremamente arriscada. Ao lado de um grupo de judeus alemães disfarçados de soldados nazistas ele é enviado para um comboio que deverá entrar em território ocupado pelas tropas de Hitler com o objetivo de destruir um grande depósito de combustíveis em Tobruk usado pelos tanques do III Reich. A intenção é destruir o poder de combate dessas armas do exército alemão enquanto os aliados se preparam para invadir a região. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhores Efeitos Especiais (Howard A. Anderson e Albert Whitlock).

Comentários:
Durante a II Guerra Mundial um dos cenários mais disputados entre nazistas e aliados foi a região de Tobruk, localizada no norte da África, considerada naquela ocasião como um importante ponto estratégico. Foi justamente nesse campo que se destacou a presença do Afrika Korps, um grupo especializado do exército alemão treinado para a luta no deserto. O general Erwin Rommel foi uma das figuras centrais desse campo de batalha. O roteiro desse filme assim mistura fatos de ficção com história real e se sai muito bem em seu resultado final. Os personagens do filme são pura ficção enquanto o cenário mostrado em cena realmente existiu, inclusive os imensos campos de depósito de combustível para os tanques da Alemanha Nazista localizados no porto de Trobuk. O curioso é que o grupo do qual faz parte o personagem do ator Rock Hudson se utiliza de uma artimanha que na época era considerado um grave crime de guerra, punido com execução sumária, ou seja, se disfarçar com roupas e uniformes do inimigo para entrar em seus territórios com o objetivo de se promover atos de sabotagem. Assim o que vemos basicamente é esse grupo de militares ingleses (e de judeus alemães disfarçados de nazistas) entrando dentro das linhas inimigas para mandar tudo pelos ares. As cenas finais em que isso acontece inclusive trouxeram a única indicação do filme ao Oscar, já que são extremamente bem realizadas, com intenso uso de efeitos especiais de pirotecnia e explosões. O personagem de Rock Hudson surge menos heroico do que o habitual. Em determinados momentos ele chega inclusive a ser bem cético e mordaz sobre o êxito da missão. Sua presença porém é vital para o sucesso do grupo pois é um dos únicos que conhece bem a região para onde todos vão. De qualquer forma há duas boas cenas com ele, a primeira quando precisa desarmar minas colocadas pelo Afrika Korps nas areias do deserto e a segunda quando, com um lança-chamas em mãos, ataca um bunker de canhões do III Reich na costa de Tobruk. Seu superior na missão é um Coronel inglês propositalmente muito parecido com o general Bernard Montgomery (comandante das forças armadas britânicas durante a II Guerra). Obviamente o roteiro quis fazer uma associação entre o personagem de ficção e o famoso militar da história. Assim o que temos aqui é mais um bom filme de guerra da década de 1960. O enfoque é mais centrado na ação e na tensão do êxito da arriscada missão do que em questões mais dramáticas ou históricas. Sob esse ponto de vista o filme se sai muito bem em seus objetivos. Enfim, é certamente um bom item para se ter em sua coleção de filmes clássicos de guerra.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

4 comentários:

  1. Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.6

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Parabéns Pablo pelo ótimo texto. Sem dúvida o maior herói do Afrika Korps foi o lendário general Erwin Rommel, a raposa do deserto. O problema é que Hitler não tinha o norte da África como prioridade, por isso os soldados alemães foram sofrendo com a rarefação de comida e combustíveis para as divisões panzer.

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  3. Obrigado Telmo...
    Realmente, Rommel era tudo o que Hitler não era - um grande militar, gênio da estratégia. Já Hitler, como militar, não havia passado da patente de cabo... Uma diferença enorme!

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  4. Ahahahahah...É verdade. E não era só o Rommel, Hitler cercou-se de verdadeiros gênios militares, mas seu desequilíbrio psicológico arruinou todos os planos da conquista da Europa, fazendo inclusive com que alguns oficiais de grandes patentes planejassem e atentassem contra a sua vida.

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