segunda-feira, 7 de novembro de 2016

As Vidas de Marilyn Monroe - Parte 13

Para acalmar Marilyn o presidente JFK enviou seu próprio irmão Bobby Kennedy para falar com a atriz. A intenção era convencer Marilyn que um escândalo nos jornais e na imprensa iria ser ruim para todos, inclusive para ela que seria vista simplesmente como uma amante de um homem casado. O curioso é que o tiro saiu pela culatra e Bobby acabou se apaixonado perdidamente por Marilyn! Ele jogou fora o juízo e começou a ter um caso com ela, isso sendo também casado, pai de oito filhos! Um desastre completo! Ao longo dos anos todos os irmãos Kennedy tinham compartilhado suas mulheres, era uma espécie de "tradição" dentro do clã. Marilyn, um dos maiores símbolos sexuais do cinema, era definitivamente o grande troféu para eles!

O FBI estava de olho. Descobriu-se inclusive que Marilyn também estava tendo um caso amoroso com um capanga do mafioso Sam Giancana - um escândalo. A questão é que Bobby Kennedy na época era procurador geral da República, então J. Edgar Hoover, diretor do FBI, ficou com uma carta e tanto nas mãos. Ele sabia que Marilyn estava dividindo os lençóis com um mafioso, com o presidente da República e com o procurador geral, um escândalo que colocaria um fim no governo JFK caso chegasse ao conhecimento do grande público, do povo americano. Pior do que isso, Hoover começou a encarar de frente Bobby que o odiava. Desde que fora nomeado procurador geral o irmão de JFK quis tirar Hoover da chefia do FBI, mas jamais conseguiu. Uma das razões era justamente os casos com Marilyn. Caso Hoover fosse retirado de seu cargo ele destruiria os irmãos Kennedy. Um jogo sujo de bastidores mostrando o quanto a política americana da época era suja e corrupta.

Assim Marilyn Monroe tinha muito o que se preocupar na sua vida pessoal, porém seus problemas não se resumiam a isso. Ela estava trabalhando no filme "Os Desajustados" com o diretor John Huston e o caos imperava no set. Os já conhecidos atrasos e faltas de Marilyn se tornaram ainda piores. Ela mal aparecia para trabalhar e quando surgia no set não sabia suas cenas, suas falas e o que deveria fazer. Huston estava convencido que o filme por essa razão seria um desastre completo. A única pessoa que Marilyn parecia se dar bem no set era com o ator Montgomery Clift que tinha uma alma tão torturada como a dela. Assim ambos se identificaram imediatamente e se tornaram bons amigos.

Já com Clark Gable a situação foi bem outra. Conforme a própria Marilyn confessou depois ela associou o veterano ator ao seu pai desaparecido, o mesmo que a abandonou quando ainda era uma criança. Freud explica! Desde o primeiro dia Marilyn parecia determinada a descontar em Gable toda as suas frustrações familiares, o que não foi fácil para ele. Gable tentava entender porque ela o tratava tão mal, mas não encontrava respostas. Pouco depois do fim das filmagens, Gable, exausto e doente, morreu de um ataque do coração fulminante. Marilyn se sentiu completamente culpada por tudo, aumentando ainda mais sua longa coleção de traumas psicológicos.

Pablo Aluísio.

Um comentário:

  1. Cinema Clássico - Pablo Aluísio
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