quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As Vidas de Marilyn Monroe - Parte 14

Marilyn nunca levou muito à sério seu relacionamento com Bobby Kennedy. De certa forma era uma provocação com JFK. Assim ela foi levando o namoro meio que desinteressada. Seu analista aconselhou a procurar por novos ares, sair um pouco de Los Angeles que a estava sufocando. Por essa época Marilyn acabou encontrando o que queria: o novo hotel de Frank Sinatra em Lake Tahoe. Era isolado, longe da loucura de Hollywood e tinha bangalôs bem confortáveis, com serviço de quarto e todas as comodidades. Marilyn acabou fazendo daquele lugar seu refúgio.

Ela passava semanas em Lake Tahoe. Uma vez lá seus dias eram de descanso e paz, algo que todos os seus analistas tinham lhe recomendado. Marilyn acordava tarde, lá pelas 2 da tarde. Seu café da manhã já vinha com champagne e doces. Por volta das cinco almoçava e ia para a piscina do hotel. Marilyn jamais tomava sol nas horas em que ele estava no pico. Apenas nadava quando ele já estava se pondo no horizonte. Marilyn sabia que o sol causava envelhecimento precoce e câncer de pele. Como era muito branca tinha pavor de sofrer algum problema desse tipo.

No fim do dia ela se arrumava e ia para o show, geralmente apresentações do próprio Sinatra e sua turma que estavam promovendo o lugar. Além do "bando de ratos", como os amigos de Frank Sinatra eram conhecidos, havia algumas celebridades de Hollywood circulando por lá. Entre eles Peter Lawford. Ele era ator, mas seu principal elo de ligação com Marilyn não dizia respeito a sua profissão, mas sim o fato de Peter ser cunhado do presidente JFK. Para muitos autores e biógrafos da vida de Marilyn teria sido ele, Lawford, que havia apresentado Marilyn a John Kennedy. Quando a coisa ficou feia ele também teria entrado em campo para acalmar Marilyn.

Há muitos anos Peter Lawford era viciado em cocaína. Sua aproximação com Marilyn quase a colocou nesse caminho, mas Marilyn tinha pavor a esse tipo de droga. Ela preferia as pílulas de farmácia. Era algo mais aceitável e mais clean. Ficar cheirando carreiras de pó branco era degradante, segundo a atriz. Lawford, por outro lado, ia ficando cada vez mais dependente. Numa noite Marilyn foi convidada para ir até o seu quarto e foi embora de lá bem rápido. Peter estava participando de uma orgia com drogas e prostitutas. Era algo demais para ela. Aos poucos Marilyn foi cortando os laços de amizade com Lawford, mas ele sempre forçava a barra para ficar próximo dela. Há duas explicações para isso. Uma, que Lawford era um enviado de JFK para ficar espionando o que Marilyn estava fazendo. Outra, defendida por alguns biógrafos, era que Lawford tinha uma paixão platônica, não correspondida, pela atriz. Depois de mostrar seu pior lado para Marilyn um envolvimento entre ambos era completamente impossível.

Pablo Aluísio. 

Um comentário:

  1. Cinema Clássico - Pablo Aluísio
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