domingo, 23 de abril de 2017

Cinema Clássico - Galeria de Imagens: Roger Moore e Tony Curtis

Ivanhoé 
Roger Moore, o futuro agente 007 James Bond, também interpretou outro herói muito famoso da literatura inglesa: o nobre cavaleiro Sir Wilfred de Ivanhoé, em uma popular série que durou duas temporadas e 39 episódios durante os anos de 1958 e 1959. Para Moore o programa foi extremamente importante pois ajudou o ator a ser mais conhecido do público em geral. Tão boa foi a receptividade que Ivanhoé também passou a ser exibido na TV americana, durante o período vespertino, algo que impulsionou ainda mais a fama de Moore. Curiosamente em 1952 foi produzido um filme americano com o personagem nos cinemas. Dirigido por Robert Thorpe e estrelado por Robert Taylor, essa em uma aventura medieval com muitos combates, duelos e cavalheirismos, típicos da Idade Média. Sobre o filme Roger Moore, com seu típico humor britânico decretou: "Nossa série era bem melhor!". A série de Ivanhoé com Roger Moore foi recentemente lançada em um box com todos os episódios na Europa e Estados Unidos. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Tony Curtis e a pintura
Uma das paixões do ator Tony Curtis era a pintura. Quando não estava atuando em algum filme o astro de Hollywood passava seus dias criando quadros. No começo ele foi prejudicado no mundo das artes justamente por ser um ator famoso. Ninguém queria levar à sério seu talento com os pincéis, porém Curtis ignorou as críticas e continuou a pintar. Com os anos acabou se tornando um bom pintor, ganhando inclusive resenhas elogiosas em revistas especializadas. Também promoveu exposições muito bem sucedidas em Los Angeles, Nova Iorque e Chicago, algo que lhe enchia de orgulho pessoal. Outra função muito importante que a pintura exerceu em sua vida foi que o hobbie também foi utilizado pelo ator como terapia. Nos anos 60 Tony Curtis perdeu o controle sobre seu vício em drogas, em especial a terrível dependência química da heroína. Para superar esse vício avassalador, Curtis começou a pintar cada vez mais e mais, como uma maneira de libertar sua mente. Muitos anos depois ele confessaria durante uma entrevista que a pintura havia literalmente salvado sua vida nesse período tão difícil de seus problemas com drogas pesadas. Sobre a importância das artes plásticas em sua vida Tony Curtis diria: "Salvou a minha vida! Eu amo as pinturas mais do que qualquer outra coisa em minha vida".

Pablo Aluísio.

3 comentários:

  1. Cinema Clássico - Pablo Aluísio
    Roger Moore e Tony Curtis
    Todos os direitos reservados.

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  2. Tanto o Roger Moore como o Tony Curtis tinham jeito de bobões boa praça, tanto que trabalharam juntos em uma série chamada Persuaders em que um fazia o americano descolado e cafona e o outro o inglês travadão e sofisticado, respectivamente, ou seja, papeis de homens cool e descompromissados com a realidade, bobões.
    O Roger Moore ridicularizou o 007 e o Tony Curtis foi seviciado em Spartacus pelo Laurence Olivier. Os dois ficaram muito famosos, mas artisticamente sempre foram medíocres. A beleza extraordinária os salvou do ostracismo reservado aos meros mortais.

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  3. Na essência eles eram galãs, com tudo de bom e ruim que isso significa...

    No geral a filmografia do Tony Curtis é bem melhor, já que ele fez vários clássicos do cinema, porém o Roger Moore foi Bond, um ícone da cultura pop, então...

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